TrocaLetras

Novembro 5, 2009

Alice no País das Maravilhas – Lewis Caroll

Arquivado em: Clássicos, Filosofia — barbieauglend @ 10:22 pm
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Primeira observação: Nao é um livro infantil! Essa obra é um clássico de Lewis Caroll, tao avançada que é muito difícil escrever algo a respeito.

Conta a história de uma menininha, Alice, que parece estar numa viagem de LSD. Nao sou conhecedora, mas após alguns relatos e pesquisas na Internet, ficou muito claro para mim. Logo no primeiro capítulo (“Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir.” – Entre outros trechos) e o último valem a pena ser lidos com mais atenção.

Nessa viagem, chamada de sonho, Alice tenta seguir um coelho e acaba caindo em um poço muito profundo, em uma terra totalmente distinta do que ela estava acostumada. Seu objetivo na nova terra passa a ser um jardim que consegue ver através de um “buraco de rato”. Para atingir seu objetivo, toma chás e come cogumelos.

O autor ainda faz uma crítica a Judite, personagem biblíca representada pela Rainha de Copas do Baralho, que conta a história de Arfaxad (Rei dos Medos) que, por medo, é um dos mais tiranos e sanguinários reis da história (Cortem-lhe a Cabeça!), além da já conhecida história de Carlos Magno, representado no baralho pelo Rei de Copas, e seu duvidoso senso de Justiça.

O Gato Cheshire é um destaque da história e me lembra um pouco o Gato de Schorödinger (Nao é papo de Físico!), ele é cheio de histórias e teorias que, após ler com cuidado, fazem muito sentido e podem ser classificadas como Filosofia, como “Poderia me dizer, por favor, que caminho tomar para sair daqui?” “Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato “O lugar não me importa muito”, disse Alice “Entao não importa que caminho você vai tomar”, responde o Gato.

No meu ponto de vista todas as pessoas deveriam, ao menos uma vez, seguir o Coelho Branco e descobrir um pouco mais de seu mundo mágico…

Novembro 4, 2009

Maigret e o Homem do Banco – Georges Simenon

Arquivado em: Porque eu fui ler isso? — Pedro Mendes @ 2:13 pm
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Ví esse livro como indicação numa edição da revista MTV e resolví lê-lo e tirar minhas impressões.

Alguém dos meus milhares de leitores que não comentam já deve ter assistido ao filme “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. E o que é que esse livro tem a ver? Nada, a não ser o que eu mais odeio em um livro ou filme, um final muito ruim e sem nenhuma imaginação! Tipo, alguém morre, aí você passa o livro inteiro pensando quem será o assassino, suspeitando de todos, analisando cada personagem a procura de qual deles é o real assassino, será a mulher dele? Será a mãe dele? Ou talvez seria o pipoqueiro que era ex-namorado da mão dele e agora chifrava ele com a sua mulher? E então, no grande final adivinha quem é o assassino? Zezinho, o vizinho do primo do amigo do enteado da avó da dona da cachorra que cruzou com meu cachorro, um cara que ninguém ouviu falar nele durante toda a história, isso me deicha muito, mas muito nervoso.

A história real é sobre um homem que saía todo dia de casa e voltava todo dia na mesma hora, com a mesma roupa e fazia sempre a mesma coisa até que um dia, puf, morreu. Aí o Maigret vai investigar e descobre que o cara era muito era mentiroso, ele trocava de roupa na rua, não ia trabalhar e ficava sentadim num banco de praça articulando roubos, até aí bem legal, pena que depois de o detetive investigar a vida do cara, as pessoas ao redor e tal, puf, aparece o assassino que é um cara que ninguém nunca ouviu falar.

Sei não, ainda bem que esse livro é de baixo custo e não cossome muito tempo para ser lido, senão eu teria jogado ele numa fogueira, penso em um dia ler outro livro de Maigret(ele tem muitos) para ver se não foi o que eu lí que era ruim e os outros eram bonzinhos, que sabe um dia.

Outubro 30, 2009

O Labirinto – Kate Mosse

Arquivado em: Romance — Pedro Mendes @ 2:43 pm
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Andei avaliando meus posts e pensando, porque eles não são tão visitados quanto outros, logo recebi a resposta na mente, é obvio pedro, os livros que você lê tem ninchos reduzidos, não falam de vampiros, Eduard Cullen e seus amigos e coisas do tipo. Arri égua, digo eu, tudo bem que hoje é bom ver que a juventude lê mais que antigamente, mas tem hora que vampiros romanticos dão no saco, com todo respeito as senhoras que leêm meus posts. Pensando nisso resolvi falar desses vampiros no começo do post só pra atrair audiência mesmo, hehehehhe, porque hoje falarei de mais um livro que lí que fez algum sucesso mas ninguém se interessa por ele.

Talvez O Labirinto não tenha tantos leitores por conta do valor, que é salgado mesmo. Felizmente um dia eu estava na Saraiva com crédito no cartão e resolvi comprá-lo, não me arrependi. Foi bem dizer o primeiro “tijolão” que lí e foi uma leitura muito boa. É mais um livro que conta sobre a busca da vida eterna personificada pelo graal. Clichê você pode pensar afinal depois de Dam Brown e O Código Da Vince(tenho certeza que essas citações atrairam visitas do google, hohoho) choveram livros desse tipo. Porém meus queridos e minhas queridas, O Labirinto não tem nada a ver com essa infinitude de livros com temáticas baseadas na busca do graal alem é claro, do tal cálice.

O Labirinto é narrado de uma maneira meio estranha mas boa, existem duas personagens, uma do presente e outra do passado, logo capítulo sim capítulo não a história se revesa entre elas. Estranhamente a vida das duas é ligada e isso se desenrola com o passar do livro, cada vez mais suas vidas vão se amarrando. O livro tem suas intrigas, traições, momentos de perseguições e ação, a história é meio extensa e as vezes dá um leve cansasso mas nada que te leve a desistir do livro porque a cada capítulo novas revelações são feitas e você tem que avançar porque senão fica doido. A história se passa na frança e como eu disse, diferente dos outros livros do mesmo tema, não é recheada de padres e conspirações da igerja católica. O final é inusitado e imprevisível, é um livro que recomendo muito.

 

Outubro 27, 2009

Os Senhores do Norte – Bernard Cornwell

Arquivado em: Romance — Pedro Mendes @ 12:36 pm

Tomei uma overdose de Bernard Cornwell esse mês, o cavaleiro da morte foi tão bom que emendei Os Senhores do Norte logo em seguida. Até então, posso falar com toda certeza que esse é a melhor coisa que Cornwell já escreveu e eu lí (ainda me falta a canção da espada). Nesse volume, nosso anti-herói, Uhtred Ragnarsson come o pão que o diabo amassou. Até o mais bruto dos bárbaros derrama uma lágrima com pena das lástimas que se seguem na vida de Uhtred. Até que sou uma pessoa difícil de chorar (chorei assistindo dois filhos de francisco) derramei alguma lágrimas de puro ódio e rancor.

Alfredo pouco aparece nessa fase, os companheiros que o acompanham são Ragnar, o Jovem, o padre caolho e manco Beoca e Steapa, que se apresenta como uma peça chave e grande aliado de Uhtred.

Não vou contar detalhe nenhum porque a meu ver perde a graça de quem vai ler. Esse volume das Crônicas Saxônicas é cheio de reviravoltas e coisas inusitadas, as vezes parece até novela mexicana a lá Maria la del Bairro recheada de machados de guerra e cabeças rolando. 

Outubro 21, 2009

O Cavaleiro da Morte – Bernard Cornwell

Arquivado em: Romance — Pedro Mendes @ 9:54 am
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Pois bem, sou novo aqui no blog e esse é o meu primeiro post. Vou postar sobre o que está mais fresco na minha mente, o livro O Cavaleiro da Morte, da série das Crônicas Saxônicas do autor Bernard Cornwell.

Este livro é o segundo da série, quem quiser saber mais sobre o primeiro tem um post aqui no blog, é só cavucar. O livro me deu ótimas horas de leituras, não é uma continuação que perde o fôlego mas que aumenta a vontade de pular para o próximo volume, não sei de onde aquele velho bom senhor que parece o papai noel tira tantas idéias e sabe contar tão bem batalhas sanguinárias. Uhtred, nosso narrador/protagonista, está cada vez mais bruto, irônico, sanguinário e continua sempre levando a pior. Esse volume das Crônicas Saxônicas conta como Wessex foi tomada pelos Dinamarqueses, Alfredo ficou escondido no pântano sendo guardado por… Uhtred, aquele que mais lhe odeia, e conta como eles conseguiram sair dessa. Por ser um romance histórico o fim nós já sabemos (na maioria das vezes tenho raiva, queria que os dinamarqueses tivessem trucidado tudo). O bom, o melhor do livro, são as situações pelas quais Uhtred passa ao decorrer da história, as mulheres e amigos que ele conhece e alguns que morrem. Se você é um bárbaro sanguinário que entra num estado de êxtase ao ver cabeças rolando uma pessoa que curte Romances Históricos, lutas de cavaleiros e guerras medievais vai gostar muito desse livro e eu aconselho que leia todos os da saga desde o início.

Lugar Nenhum (Neverwhere) – Neil Gaiman

Arquivado em: Ficção — Pedro Mendes @ 12:09 am
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Gosto muito da  cultura/música/literatura/filmes da terra da  rainha. Um dos meus autores favoritos de lá é o senhor Gaiman, que, diferente da grande maioria e totalidade de seus fãs,  nunca lí Sandman. Conhecí Gaiman já na maior idade,  ao ver o filme Stardust, o qual é inspirado em um romance seu, e sobre o qual qualquer dia falarei em outro post. Hoje quero discursar sobre Lugar Nenhum, o primeiro romance de Neil Gaiman e que, na minha experiencia com o autor (Stardust, Deuses Americanos, Coisas Frágeis e Lugar Nenhum) é o melhor de seus romances. O livro conta a aventura de Richard, um escocês que se muda p/ Londres pra pra trabalhar e começa a namorar uma riquinha insuportável que enche o saco dele por qualquer coisa. Uma noite quando eles estão indo jantar, do nada, aparece uma mulher ferida que saiu da parede e Richard resolve socorrê-la enquanto sua namorada mimada e insuportável chinga ele aos berros porque desistiu de ir jantar com o chefe dela pra salvar a vida de uma pessoa desconhecido (que coisa mais mais malvada, vixe!). Depois disse Richard conhece e começa a entrar cada vez mais na Londres de Baixo, um mundo que existe mas ninguém percebe e é diferente de tudo do mundo real, mas tudo que tem nele vem do mundo real, a Londres de cima. A aventura é de uma criatividade que só poderia ter saído da cabeça de um louco que caiu de cabeça quando criança um gênio da literatura fantástica como Gaiman. Durante a viagem de Richard pela Londres de Baixo ele conhece várias pessoas intrigantes como o Marquês de Carabas e o Rei do Metrô. O livro livro brinca com trocadilhos usando os lugares de Londres, bom para quem conhece, eu usei o google earth porque gosto de me ambientar. Você viaja o livro inteiro, não consegue parar de ler e no fim reflete sobre a vida como ela é. Muito bom mesmo o livro, não costumo puxar o saco de autores, nenhum até hoje me agradou em todas as suas obras, por isso se digo que vale a pena é porque vale. Divirtam-se.

Outubro 7, 2009

Encantos {Série Livros da Magia} – Carla Jablonski

Arquivado em: Fantasia, Infanto-juvenil — Pandora @ 12:17 am

Esse é o segundo livro da série Livros da Magia (o primeiro livro chama O Convite, resenha está disponível aqui no blog).

Continua na mesma linha do primeiro, mas achei esse mais infantil. Mesmo que o personagem Tim continue destilando seu sarcasmo, achei que tudo aconteceu muito fácil, bem conto de fadas…

Mas acho que a série promete e estou ansiosa pelos próximos volumes (infelizmente sem previsão para lançamento aqui no Brasil, preciso procurar e-books).

Eu recomendo a série pra quem curtiu Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia…segue a mesma linha: magia, seres encantados, inimigos cruéis.

Boa leitura :)

Ps: a equipe TrocaLetras pede desculpas aos leitores pelo longo tempo sem postar, prometemos ser mais rápidos!

Setembro 27, 2009

Escuridão na clareira – Miguel Reale Jr.

Arquivado em: Porque eu fui ler isso? — Pandora @ 2:01 pm

Esse é um suspense que começou de uma maneira muito interessante, com um corpo encontrado em uma clareira.

Mas, pessoalmente, não gostei da maneira como o autor conduziu a trama.

Ficou parecendo um “conto de fadas policial”, onde tudo dá certo desde o início e caminha para o “final feliz”.

O investigador não encontra contratempos para solucionar o crime.

Achei o livro bem bobinho e até demorei um bom tempinho para ler porque não dava aquela vontade louca de saber como tudo termina.

Não convenceu e não cativou.

Setembro 23, 2009

O Convite {Série Livros da Magia} – Carla Jablonski

Arquivado em: Fantasia, HQ´s, Infanto-juvenil — Pandora @ 12:46 am

Essa série de livros foi inspirada nos quadrinhos de Neil Gaiman e serviu de base para livros como a saga Harry Potter, que, após eu ler Livros da Magia, me parece um plágio bem grande.

Eu adorei a narrativa da Carla Jablonski. Os livros são infanto-juvenis, mas são sombrios, e transborda de sarcasmo!! Adorei!!

O primeiro livro da série chama “O Convite”. Uma coisa fantástica: John Constantine faz parte do livro. Achei o máximo! Adoro ele!

Esse primeiro livro conta a história de um garoto, Tim Hunter, que tem o potencial para ser o maior mago do universo e não faz a mínima idéia disso!

Eis que surgem então os “4 encapotados”, que têm a missão de apresentar Tim ao mundo da magia, para que ele escolha se é isso que ele quer para a vida: um mundo de magia e perigos ou uma vida normal cotidiana. Cada um dos 4 magos leva Tim para uma diferente viagem pelo mundo da magia, seja indo para o passado, para o futuro, passando por um mundo paralelo e uma festa cheia de personagens macabros.

Recomendo a leitura! Ainda não foram lançados todos aqui no Brasil, mas já temos o segundo volume, chamado Encantos. Logo volto para falar sobre ele.

Setembro 11, 2009

Hamlet – William Shakespeare

Arquivado em: Clássicos — Pandora @ 12:40 am

Falar sobre os clássicos é sempre difícil, mas me sinto muito a vontade para escrever sobre Shakespeare, por ser muito fã dele. Shakespeare foi um gênio, suas obras continuam atuais e a leitura delas em atos dá um gostinho a mais, por eu amar teatro.

Essa obra, Hamlet, Príncipe da Dinamarca, é de uma perfeição ímpar.

É uma tragédia que conta a história de Hamlet, cujo pai, o Rei, foi assassinado. Hamlet planeja então sua vingança, meticulosamente.

A teia de intrigas, falsidades e traições permeia os atos, a tragédia se desenrola até o grande ápice. Uma coisa que eu adorei é o humor ácido de Hamlet. Ele é extremamente irônico!

Esse é um clássico que dá prazer em ler. Se você ainda não conhece Shakespeare, leia Hamlet. É uma narrativa inteligente, perspicaz. Recomendo a leitura em atos, não adaptações, pois acredito que assim mantém-se a essência da obra.

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