Primeira observação: Nao é um livro infantil! Essa obra é um clássico de Lewis Caroll, tao avançada que é muito difícil escrever algo a respeito.
Conta a história de uma menininha, Alice, que parece estar numa viagem de LSD. Nao sou conhecedora, mas após alguns relatos e pesquisas na Internet, ficou muito claro para mim. Logo no primeiro capítulo (“Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir.” – Entre outros trechos) e o último valem a pena ser lidos com mais atenção.
Nessa viagem, chamada de sonho, Alice tenta seguir um coelho e acaba caindo em um poço muito profundo, em uma terra totalmente distinta do que ela estava acostumada. Seu objetivo na nova terra passa a ser um jardim que consegue ver através de um “buraco de rato”. Para atingir seu objetivo, toma chás e come cogumelos.
O autor ainda faz uma crítica a Judite, personagem biblíca representada pela Rainha de Copas do Baralho, que conta a história de Arfaxad (Rei dos Medos) que, por medo, é um dos mais tiranos e sanguinários reis da história (Cortem-lhe a Cabeça!), além da já conhecida história de Carlos Magno, representado no baralho pelo Rei de Copas, e seu duvidoso senso de Justiça.
O Gato Cheshire é um destaque da história e me lembra um pouco o Gato de Schorödinger (Nao é papo de Físico!), ele é cheio de histórias e teorias que, após ler com cuidado, fazem muito sentido e podem ser classificadas como Filosofia, como “Poderia me dizer, por favor, que caminho tomar para sair daqui?” “Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato “O lugar não me importa muito”, disse Alice “Entao não importa que caminho você vai tomar”, responde o Gato.
No meu ponto de vista todas as pessoas deveriam, ao menos uma vez, seguir o Coelho Branco e descobrir um pouco mais de seu mundo mágico…