TrocaLetras

Dezembro 14, 2009

O curioso caso de Benjamin Button – F. Scott Fitzgerald

Arquivado em: HQ´s, Livros de gosto duvidoso — Pandora @ 8:50 pm

Esse livro foi um pouco decepcionante… Ele acabou nas minhas mãos em uma troca de livros pela internet e eu não sabia que era em hq (eu adoro hq, mas eu queria o livro mesmo).

Comecei a ler e bem…eu não gostei.

A história parecia interessante, achei que seria mais explorada. Não sei se o problema foi nessa versão em hq que acabou ficando meio que “editada”, mas achei que faltou explorar mais os pontos, os sentimentos, sensações…foi tudo muito corrido, sem explorar o psicológico do personagem, suas dores, alegrias…

Era pra ser uma história engraçada, mas eu achei o enredo extremamente triste, mas não graças à maneira com a qual a história foi conduzida. Faltou tempero no livro.

Como passatempo em um dia de tédio, compensa, li em pouco mais de uma hora o livro, mas não me acrescentou nada.

Dezembro 3, 2009

Crônicas de Nárnia – C.S.Lewis (post 2)

Arquivado em: Fantasia — Pandora @ 11:40 am

Antes de mais nada, o post original sobre esse livro é do Rodrigues e encontra-se alguns meses para trás…vale a pena ir lá espiar as impressões dele :)

Pra quem só assistiu o filme, é muito interessante ler a série na ordem cronológica, vai sanar muitas dúvidas :)
Por exemplo, no livro “O sobrinho do mago”, mostra da onde veio a Feiticeira Branca e o Guarda-roupa mágico.
Uma coisa interessante é que Lewis e Tolkien frequentavam o mesmo grupo de escritores, para trocar idéias para seus livros.
Então, em Crônicas de Nárnia, nesse primeiro livro, vemos elementos que Tolkien utilizou em Silmarillion (de quem foi a idéia original, jamais saberemos =D). Então, pra quem curte o gênero fantasia, vai se deliciar com Crônicas, que, mesmo sendo mais “infantil”, pode ser uma leitura prazerosa :)
Achei o livro mto conciso, gosto de mais detalhes de batalhas e afins.
Em “O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, achei o filme bem fiel ao livro, pecando apenas pela ênfase exagerada na batalha, que, na obra de Lewis, não tem detalhe algum e dura meia página =)
Uma coisa bem visível é a indiferença com as mulheres.
Assim como Tolkien, Lewis não dá importância para mulheres, criando personagens fúteis, dispensáveis.
Marcante foi Aslam dizendo que elas não deveriam participar ativamente de batalhas, e a amiga fútil de Aravis em “O Cavalo e seu menino”.
No geral, gostei desse livro (O cavalo e seu menino) embora o autor do post original tenha dito que é ruim rsrs
Já “O Príncipe Caspian” achei bem chatinho.Tudo bem que é um livro para crianças, mas tudo dá muito certo. Falta sangue, definitivamente rsrs
“A viagem do peregrino da alvorada” é o mais longo e no começo era bem chatinho, mas depois…eu adorei esse.É melancólico…achei mto interessante =D
O final do livro é bem chatinho, demorei demaaaais para conseguir terminar de ler.
Avaliação final: livro médio, não vou reler.

Novembro 27, 2009

Turno da Noite Vol.I – André Vianco

Arquivado em: Fantasia — Pedro Mendes @ 3:07 pm
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De início vou logo avisando que não sou dos maiores fãs do André Vianco e não tenho besteira de gostar de um autor por conta da sua nacionalidade, pra eu gostar tem que escrever bem independente se ele nasceu em Conxixola na Paraíba ou em Bucareste na Romênia. A exemplo disso sou tanto fã de Bernard Cornwell e Neil Gaiman quanto adoro os livros de João Ubaldo Ribeiro que é baiano e Ariano Suassuna que é um gênio e veio de Itaperoá.

Voltano ao assunto eu já tive uma decepção com André Vianco ao tentar ler Os Sete, não gostei e não consegui ler até o fim. Um belo dia resolvi dar-lhe outra chance e comecei a leitura do Turno da Noite Vol.I. Pois bem, gostei, hehehehhe, só pra morder minha língua. Claro que não é nenhuma obra prima mas dá pra passar o tempo, você consegue ler em uma sentada.

A história se passa na região da grande São Paulo, que eu pouco conheço, e engloba quatro novos vampiros que são contratados por Inácio, um dos vampiros dos primeiros livros, para encorpar uma agência de assassinos de aluguel que só matam pessoas más. É meio viagem mas é legalzinho. Um ponto fraco na história é que ele incluiu muitos personagens que fciam se intercalando capítulo por capítulo e no fim do primeiro volume deixa muitas lacunas em aberto, uma ótima jogada para que desejemos ler os outros volumes mas que deixa o leitor com várias pontas de raiva.

Para quem gosta da obra de André é uma boa porque traz gente de tudo que é livro dele e pra quem não gosta é bom pra tirar alguma má impressão.

Novembro 24, 2009

Amor é prosa, sexo é poesia – Arnaldo Jabor

Arquivado em: Crítica social — Pandora @ 9:46 pm

Pra começar, acho que não preciso apresentar o autor, mas gostaria de comentar o quão inteligente o cara é! As críticas ácidas, corrosivas…adorei!

Esse livro é diferente do que eu esperava e no começo eu fiquei um pouquinho decepcionada, mas passou logo, de repente me vi envolvida nas palavras e o livro acabou mais rápido do que eu esperava!

Jabor fala de amor e sexo, claro, mas também fala de política, critica a sociedade de bundas e peitos, de muito silicone e pouco cérebro, de corrupção, falcatruas, hipocrisia e falso moralismo. (mesmo que, em determinadas partes, eu o tenha achado absurdamente moralista).

Uma parte muito interessante do livro é quando ele fala sobre travestis. Mudou minha visão acerca deles, abriu meus olhos. Foi extremamente poético!

Recomendo o livro para pessoas de mente aberta, que sente prazer em críticas, que consegue deixar de lado toda a hipocrisia que reina nesse país.

Novembro 21, 2009

Dead until Dark – Charlaine Harris

Arquivado em: Fantasia, Ficção — barbieauglend @ 10:42 pm

Na verdade, as novelas de Sookie Stackhouse ainda não estão terminadas. Já foram publicados 9 livros, o primeiro é Dead Until Dark (Morto até o Amanhecer, no Brasil) e pretendo escrever sobre todos os livros na sequência.

Esses livros são a inspiração para o seriado da HBO True Blood. Se você gosta de vampiros, com certeza irá amar essa história. É praticamente Twilight para adultos ;)

Vamos à história! Sookie é garconete num bar. Bill é um vampiro. E os vampiros vivem fazem parte do dia a dia dos humanos (bem, não propriamente, que de dia fogem do sol…), mas nessa historia há algo diferente: os vampiros são aceitos na comunidade. O mundo está preparado para eles, desde bares especiais até hotéis exclusivos com janelas a prova de luz solar e sangue sintético, que os japoneses inventaram para que eles não precisassem mais sugar sangue das pessoas.

A escrita de Harris é muito acessível (pelo menos a versão em inglês!), mas bastante exótica, por isso digo não se deixe enganar por ser uma história de amor entre humana e vampiro. É para adultos. Ela transmite a necessidade de sexo inesquecível e sangue. Essa sede me fez por várias vezes imaginar como seria a próxima vez que Bill, ou outro vampiro, precisasse se alimentar. Harris aborda tambem o homossexualismo e preconceitos. O resultado é um livro emocionante, único, sensual, viciante e sem tabus.

DEAD UNTIL DARK – Sookie apaixona-se por Bill. Meio óbvio, sim. Mas com ele, ela esquece-se do seu dom de ler os pensamentos dos outros (sim, ela é telepata), com ele encontra alguém diferente. Até que a vida na pequena cidade de Bon Temps é perturbada por assassinatos. Para tentar descobrir quem é o assassino, Sookie entra no submundo e acaba conhecendo Eric, o xerife da área 5, entre outros vampiros.

Conhecer os vampiros é (pelo menos no meu ponto de vista!) excitante (além de os vampiros serem deuses do sexo, segundo Harris!). Ela faz uma conexão entre a sede por sangue e o ato sexual, de uma maneira muito bem elaborada! Apesar da relação entre Sookie e Bill ser bem instável, o que muitas vezes me irritou (no bom sentido!), Sookie é uma mulher forte e independente.

LIVING DEAD IN DALLAS – No segundo livro temos duas histórias simultâneas. Bill é subordinado de Eric para garantir tentar garantir a segurançaa de Sookie, que por estar envolvida com ele passa por poucas e boas. Por esse motivo, ela usa seus poderes telepáticos para ajudar os vampiros com seus problemas. Eric aluga (sim, aluga!) Sookie para os vampiros de Dallas, que procuram um dos seus irmãos. E assim o casal vai parar em Dallas. Enquanto isso, em Bon Temps, um dos melhores amigos de Sookie, o cozinheiro gay Lafayette, é encontrado morto dentro do carro de Andy Bellefleur. Quando Sookie volta, decide procurar o culpado pela morte do amigo e acaba sendo convidada para a Orgia que ele costumava ir.

CLUB DEAD – Leitura :)

Novembro 17, 2009

As sete sombras do gato – Jeanette Rozsas

Arquivado em: Porque eu fui ler isso? — Pandora @ 12:23 am

Comprei esse livro empolgadíssima! Afinal, uma mistura de terror, gatos, música clássica e assassinatos só poderia resultar em um livro excelente, certo? Erradíssimo! Esse livro foi um dos mais despropositados que eu já li na minha vida! Um absurdo de passagens sem sentido, onde a autora corre com as histórias e elas são totalmente irrelevantes para o livro em si.

Aliás, o livro em si não tem uma história concreta, sem explicações, sem um desenvolvimento da idéia original. Uma pena! A idéia central poderia ser boa, faltou uma mente habilidosa para desenvolvê-la.

Novembro 5, 2009

Alice no País das Maravilhas – Lewis Caroll

Arquivado em: Clássicos, Filosofia — barbieauglend @ 10:22 pm
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Primeira observação: Nao é um livro infantil! Essa obra é um clássico de Lewis Caroll, tao avançada que é muito difícil escrever algo a respeito.

Conta a história de uma menininha, Alice, que parece estar numa viagem de LSD. Nao sou conhecedora, mas após alguns relatos e pesquisas na Internet, ficou muito claro para mim. Logo no primeiro capítulo (“Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir.” – Entre outros trechos) e o último valem a pena ser lidos com mais atenção.

Nessa viagem, chamada de sonho, Alice tenta seguir um coelho e acaba caindo em um poço muito profundo, em uma terra totalmente distinta do que ela estava acostumada. Seu objetivo na nova terra passa a ser um jardim que consegue ver através de um “buraco de rato”. Para atingir seu objetivo, toma chás e come cogumelos.

O autor ainda faz uma crítica a Judite, personagem biblíca representada pela Rainha de Copas do Baralho, que conta a história de Arfaxad (Rei dos Medos) que, por medo, é um dos mais tiranos e sanguinários reis da história (Cortem-lhe a Cabeça!), além da já conhecida história de Carlos Magno, representado no baralho pelo Rei de Copas, e seu duvidoso senso de Justiça.

O Gato Cheshire é um destaque da história e me lembra um pouco o Gato de Schorödinger (Nao é papo de Físico!), ele é cheio de histórias e teorias que, após ler com cuidado, fazem muito sentido e podem ser classificadas como Filosofia, como “Poderia me dizer, por favor, que caminho tomar para sair daqui?” “Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato “O lugar não me importa muito”, disse Alice “Entao não importa que caminho você vai tomar”, responde o Gato.

No meu ponto de vista todas as pessoas deveriam, ao menos uma vez, seguir o Coelho Branco e descobrir um pouco mais de seu mundo mágico…

Novembro 4, 2009

Maigret e o Homem do Banco – Georges Simenon

Arquivado em: Porque eu fui ler isso? — Pedro Mendes @ 2:13 pm
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Ví esse livro como indicação numa edição da revista MTV e resolví lê-lo e tirar minhas impressões.

Alguém dos meus milhares de leitores que não comentam já deve ter assistido ao filme “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. E o que é que esse livro tem a ver? Nada, a não ser o que eu mais odeio em um livro ou filme, um final muito ruim e sem nenhuma imaginação! Tipo, alguém morre, aí você passa o livro inteiro pensando quem será o assassino, suspeitando de todos, analisando cada personagem a procura de qual deles é o real assassino, será a mulher dele? Será a mãe dele? Ou talvez seria o pipoqueiro que era ex-namorado da mão dele e agora chifrava ele com a sua mulher? E então, no grande final adivinha quem é o assassino? Zezinho, o vizinho do primo do amigo do enteado da avó da dona da cachorra que cruzou com meu cachorro, um cara que ninguém ouviu falar nele durante toda a história, isso me deicha muito, mas muito nervoso.

A história real é sobre um homem que saía todo dia de casa e voltava todo dia na mesma hora, com a mesma roupa e fazia sempre a mesma coisa até que um dia, puf, morreu. Aí o Maigret vai investigar e descobre que o cara era muito era mentiroso, ele trocava de roupa na rua, não ia trabalhar e ficava sentadim num banco de praça articulando roubos, até aí bem legal, pena que depois de o detetive investigar a vida do cara, as pessoas ao redor e tal, puf, aparece o assassino que é um cara que ninguém nunca ouviu falar.

Sei não, ainda bem que esse livro é de baixo custo e não cossome muito tempo para ser lido, senão eu teria jogado ele numa fogueira, penso em um dia ler outro livro de Maigret(ele tem muitos) para ver se não foi o que eu lí que era ruim e os outros eram bonzinhos, que sabe um dia.

Outubro 30, 2009

O Labirinto – Kate Mosse

Arquivado em: Romance — Pedro Mendes @ 2:43 pm
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Andei avaliando meus posts e pensando, porque eles não são tão visitados quanto outros, logo recebi a resposta na mente, é obvio pedro, os livros que você lê tem ninchos reduzidos, não falam de vampiros, Eduard Cullen e seus amigos e coisas do tipo. Arri égua, digo eu, tudo bem que hoje é bom ver que a juventude lê mais que antigamente, mas tem hora que vampiros romanticos dão no saco, com todo respeito as senhoras que leêm meus posts. Pensando nisso resolvi falar desses vampiros no começo do post só pra atrair audiência mesmo, hehehehhe, porque hoje falarei de mais um livro que lí que fez algum sucesso mas ninguém se interessa por ele.

Talvez O Labirinto não tenha tantos leitores por conta do valor, que é salgado mesmo. Felizmente um dia eu estava na Saraiva com crédito no cartão e resolvi comprá-lo, não me arrependi. Foi bem dizer o primeiro “tijolão” que lí e foi uma leitura muito boa. É mais um livro que conta sobre a busca da vida eterna personificada pelo graal. Clichê você pode pensar afinal depois de Dam Brown e O Código Da Vince(tenho certeza que essas citações atrairam visitas do google, hohoho) choveram livros desse tipo. Porém meus queridos e minhas queridas, O Labirinto não tem nada a ver com essa infinitude de livros com temáticas baseadas na busca do graal alem é claro, do tal cálice.

O Labirinto é narrado de uma maneira meio estranha mas boa, existem duas personagens, uma do presente e outra do passado, logo capítulo sim capítulo não a história se revesa entre elas. Estranhamente a vida das duas é ligada e isso se desenrola com o passar do livro, cada vez mais suas vidas vão se amarrando. O livro tem suas intrigas, traições, momentos de perseguições e ação, a história é meio extensa e as vezes dá um leve cansasso mas nada que te leve a desistir do livro porque a cada capítulo novas revelações são feitas e você tem que avançar porque senão fica doido. A história se passa na frança e como eu disse, diferente dos outros livros do mesmo tema, não é recheada de padres e conspirações da igerja católica. O final é inusitado e imprevisível, é um livro que recomendo muito.

 

Outubro 27, 2009

Os Senhores do Norte – Bernard Cornwell

Arquivado em: Romance — Pedro Mendes @ 12:36 pm

Tomei uma overdose de Bernard Cornwell esse mês, o cavaleiro da morte foi tão bom que emendei Os Senhores do Norte logo em seguida. Até então, posso falar com toda certeza que esse é a melhor coisa que Cornwell já escreveu e eu lí (ainda me falta a canção da espada). Nesse volume, nosso anti-herói, Uhtred Ragnarsson come o pão que o diabo amassou. Até o mais bruto dos bárbaros derrama uma lágrima com pena das lástimas que se seguem na vida de Uhtred. Até que sou uma pessoa difícil de chorar (chorei assistindo dois filhos de francisco) derramei alguma lágrimas de puro ódio e rancor.

Alfredo pouco aparece nessa fase, os companheiros que o acompanham são Ragnar, o Jovem, o padre caolho e manco Beoca e Steapa, que se apresenta como uma peça chave e grande aliado de Uhtred.

Não vou contar detalhe nenhum porque a meu ver perde a graça de quem vai ler. Esse volume das Crônicas Saxônicas é cheio de reviravoltas e coisas inusitadas, as vezes parece até novela mexicana a lá Maria la del Bairro recheada de machados de guerra e cabeças rolando. 

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