TrocaLetras

26/01/2012

O homem que não amava as mulheres – Stieg Larsson

Depois de muuuiiiito tempo sem escrever algo (e sem ler realmente um livro, com tempo, atenção e dedicação como deve ser!) fico feliz de poder voltar com um super livro!

O homem que não amava as mulheres caiu em minhas mãos por causa de seu título em inglês – the girl with the dragon tattoo – presente de um amigo muito querido.

Stieg conseguiu escrever um romance policial dramático que prende o leitor do começo ao fim, deixando depois de cada parágrafo a vontade de deixar o resto para depois e continuar lendo… Depois de terminar este, fui obrigada a encomendar os próximos dois.

A história faz parte de uma trilogia cult sueca – Millenium – onde é tratado um assunto muito complicado na Suécia – violência doméstica contra a mulher.  No início de cada capítulo, Stieg inclui dados estatísticos que chocam.

Lisbeth Salander é uma menina diferente, com um passado complicado, mãe doente e com uma “doença” que muitos ficariam felizes em ter: Síndrome de Asperger. E um caso específico de autismo, onde a pessoa tem uma magnífica memória fotográfica e um super talento em entender esquemas e construções lógicas que para outras pessoas não fazem sequer sentido. Isso faz com que ela ache ligações em situações inusitadas e tenha muita afinidade com computadores.

Mikael Blomkvist é um jornalista policial-financeiro que critica e investiga a saúde econômica e financeira de polos multinacionais capitalistas, grandes empresas com grandes capitais.

A vida dos dois protagonistas se cruzam quando Mikael se envolve com os “problemas financeiros” de uma multinacional e Lisbeth começa a trabalhar para Dragan Armanskij. Ela investiga a vida de Mikael para o empresário Henrik Vanger, que acaba contratando-o para escrever a biografia da família Vanger e desvendar um velho mistério familiar: quem matou Harriet Vanger.

Quando Mikael descobre o que Lisbeth conseguiu descobrir sobre ele, contrata-a para ajudá-lo na busca por respostas.

E um livro que valeu cada hora dormida a menos =)

PS.: Eu assisti tambem o filme em inglês e valeu muito a pena, nao só a história foi muito bem contada, como a trilha sonora do Nine Inch Nails combinou com a história e os efeitos especiais parecem dignos de Lisbeth Salader.

Barbie

3 Comentários »

  1. Eu devorei a trilogia. Gostei muito, principalmente porque a Suécia não é um país muito conhecido e fiquei empolgada em buscar mais informações sobre o país. O legal dos três livros é que o autor não perdeu o pique. Gostei muito mesmo. Mas fico receosa de assistir ao filme, porque sempre me decepciono.
    abraços,
    Tirene

    Comentário por Tirene — 15/02/2012 @ 20:27 | Responder

  2. “uma “doença” que muitos ficariam felizes em ter: Síndrome de Asperger. E um caso específico de autismo, onde a pessoa tem uma magnífica memória fotográfica e um super talento em entender esquemas e construções lógicas que para outras pessoas não fazem sequer sentido.”

    Quanto desconhecimento. Você só viu as melhores partes da sindrome de Asperger. Eu costumo pensar nesse Q.I. elevado do Asperger como um bônus, para compensar todo o ônus da síndrome, afinal ser anti-social e burro ao mesmo tempo não dá, né? Então nós (sim, eu tenho sou aspie) somos mais inteligentes (embora nem todos sejam gênios como Lisbeth, o autor intensificou essa parte), mas vivemos sufocando com as pressões da sociedade. As pessoas esperam um certo comportamento umas das outras, mas para nós a maioria desses comportamentos não faz o mínimo sentido. Tem ideia do que é não conseguir se relacionar com as pessoas? As vezes você quer conversar, ser divertido, mas simplesmente NÃO CONSEGUE. Tem uma cena no terceiro livro, na qual Lisbeth quer agradecer a advogada pelo trabalho dela. Lisbeth não consegue dizer um mísero “Obrigada”.
    Então, definitivamente, se você se importa com a sua vida social, você NÃO queria ter a síndrome de Asperger.
    Mas se você é um aspie bem resolvido, chega uma hora que você não liga mais pra isso, sabe, você para de se importar (o que é relativamente perigoso, considerando que somos obrigados a viver em sociedade). É nesse estágio que Lisbeth está, ela pensa “Fuck you, eu não tenho que atender as suas expectativas”.

    Comentário por nyna — 21/11/2012 @ 14:40 | Responder

  3. I was very surprised when I found this article. Thank you for this informative content and expressing your views. This is very good quality work.

    Comentário por cheap wedding rings for men — 26/12/2013 @ 20:52 | Responder


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