TrocaLetras

29/12/2010

Diário de um Banana – Jeff Kinney

Diário de um banana é a mistura entre uma HQ, feita num caderno da escola, com páginas de um livro de memórias.
Eu diria que a mistura ficou perfeita. Uma idéia fantástica e muito bem trabalhada. Os desenhos são simples mas combinam perfeitamente com o livro. Alias, diria que não poderiam ser melhores.

Ler esse livro é como assistir a episódios da série “Anos Incríveis”. O personagem principal narra acontecimentos de sua juventude. Mais precisamente, seus dias como aluno da sexta série do ensino médio. A única diferença é que essa narrativa é um diário e não um livro de memórias.

Página após página eu fui reconhecendo minha própria infância. E posso dizer que me via no papel do personagem principal diante de suas decisões e medos, aqueles pequenos passos que mudam toda a nossa vida, sabendo como ele se sentiria e que, assim como eu, ele tomaria as decisões erradas.

O livro pode ser considerado como um manual de sobrevivência para garotos na sexta série, ou simplesmente, como uma forma de lembrar do mundo desesperador que enfrentamos e hoje poder dar risadas.

É uma escrita muito simples, direta e divertida. É o tipo de coisa que você lê sem se preocupar com as ultimas 20 páginas. Existe uma ordem cronológica mas poucos detalhes são referenciados no decorrer do livro.

É um livro infantil, mas acredito que quanto mais velho você for, mais risadas conseguirá dar com ele.

Esse livro me faz pensar no número, quase inacreditável, de coisas que eu poderia ter feito diferente, quando criança, se tivesse a visão que tenho hoje. Mas dai, hoje, não poderia dar risada de todas as coisas idiotas que eu fiz. =)

JUAN

1 Comentário »

  1. É livro muito bom na parte gráfica, diferente, inovador. Imitar páginas de um diário foi uma idéia muito bacana, o que deixa o livro mais ágil e engraçado.
    Ponto também para os desenhos que realçam o que está sendo contado, ficaram demais! É como se realmente uma criança tivesse escrito esse livro (o autor fez um ótimo trabalho resgatando seu eu-criança).

    O problema (para mim) é que não houve identificação.
    Explico: eu não passei por isso na minha infância. Meninas não precisam fugir do “toque do Queijo” e nem reafirmar sua superioridade perante o grupo.

    Mas, é um ótimo livro para presentear garotos novinhos (e os mais velhos, para relembrar). Vale a pena ler, é diferente e interessante =)

    Comentário por Pandora — 15/01/2011 @ 22:41 | Responder


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