TrocaLetras

21/02/2009

O Último Reino – Bernard Cornwell

Filed under: Adulto — Marcos Rodrigues @ 13:56

Não vou apresentar Bernard Cornwell denovo, já escrevi 3 posts sobre ele, quem tiver interesse basta procurar no blog por “As Crônicas de Artur”, “A Busca do Graal” ou “As Aventuras de Sharpe” =P

Estou aqui pra falar de mais uma série de livros do Sr. Cornwell, “As Crônicas Saxônicas”, da qual essa obra é a primeira parte. “As Crônicas” contam a história (real) do rei Alfredo de Wessex (o último reino saxônico numa Inglaterra dominada pelos invasores dinamarqueses) e de seus filhos, para criarem um único reino britânico (saxônico =P) e cristão. Assim como em “As Crônicas de Artur” (onde há o Derfel), Cornwell insere o narrador-personagem Uhtred Ragnarsson (que aqui fica até mais em primeiro plano que o Derfel), filho do ealdörman Uhtred da Nortúmbria, que teve suas terras conquistadas e sua família assassinada durante um dos ataques viking (mais tarde seu tio invejoso assume as terras como vassalo dos dinamarqueses), e acaba sendo adotado pelo earl Ragnar e é criado em meio aos dinamarqueses como se fosse um deles, por acasos do destino Uhtred vai parar do “outro lado”, junto aos saxões de Wessex, lutando pelo rei Alfredo.

O interessante é notar esse dualismo em Uhtred, estando entre os “seus” (apesar de serem reinos saxões Nortúmbria e Wessex eram países diferentes), preferia estar com os dinamarqueses, no entanto tem a obsessão de recuperar a fortaleza e as terras de seu pai na Nortúmbria, pelas próprias mãos (não tento aceito ser empossado pelos dinamarqueses earl naquelas “bandas” pois assim seria mais um fantoche e não um senhor!)

Observações:

1 – Cornwell chama os invasores simplesmente de dinamarqueses e não de vikings como normalmente é feito, e explica que viking era a maneira do ataque, rápido, de surpresa e não o nome dado ao povo em si (eu mesmo me referi a um ataque viking ai no texto).

2 – A série ainda não está terminada, além d’ O Último Reino, existes os volumes: “O Cavaleiro da Morte”, “Os Senhores do Norte” e “A Canção da Espada”, perguntado quantos volumes seriam escritos, o autor disse que seriam mais do que quatro e menos do que doze.

3 – Eu não quis falar muito sobre Alfredo, me focando mais em Uhtred, porque ele age mais “nos bastidores” nesse volume, prefiro falar dele quando tiver oportunidade de ler os outros.

6 Comentários »

  1. Realmente, Rodrigo, falar sobre Alfredo seria um equívoco. “Crônicas Saxônicas” é, sem dúvida, a história de Uhtred. Que vai passar por grandes aventuras.
    É, minha obra preferida. Minha coleção de cabeceira.
    Sobre o tamanho da série, Uhtred conta a história em primeira pessoa, como um grande rei, e até onde li, ele está longe de estar com uma coroa…
    Portanto, acredito que virão no mínimo mais 2 volumes.
    É minha série de cabeceira. Recomendo essa leitura, com a advertência de que, provavelmente, se apaixonará por romances históricos, espadas, escudos. Também creio que, muito provavelmente, jamais vai achar algo à altura.

    Comentário por Max Wolf — 25/02/2009 @ 15:39 | Responder

  2. Pequena correção: o autor do post é Rodrigues =P

    Comentário por Pandora — 25/02/2009 @ 15:48 | Responder

  3. em primeiro lugar, é Rodrigues e não Rodrigo..rs
    Realmente, o Uhtred fala como um grande rei, até tem passagem que ele fala algo como, que ele emprega cantores e trovadores para que se cante sobre seus feitos.
    Cara, respeito sua opinião, no entanto, eu acho meio repetitivo esse “esquemão” do Cornwell, não que seja ruim…rs

    Comentário por Rodrigues Marcos — 25/02/2009 @ 15:50 | Responder

  4. Sem problemas Rodrigues, até porque em termos de artes, tudo é subjetivo e muita coisa é puramente preferência.
    O que você chama de “esquemão” eu já acho que é “coerência”.
    Algumas histórias são passadas em tempos muito próximos e portanto tem muitas semelhanças.
    Não sei se leu “O Condenado” mas sei que leu Shape (que não li) e aí não consigo ver nenhum tipo de esquema, ou receita de bolo.

    Comentário por Max Wolf — 13/03/2009 @ 16:58 | Responder

  5. É o melhor do Cornwell, se bem que o Condenado tá se mostrando muito bom também pra mim.

    Comentário por Pedro Mendes — 15/06/2009 @ 16:58 | Responder

  6. Concordo com o pedro. Mesmo sendo as outras histórias sendo também fantásticas, Crônicas Saxônicas é minha história preferida, não só do Cornwell.
    Aproveito para indicar O Imperador, de Conn Iggulden.

    Comentário por Max Wolf — 03/07/2009 @ 17:20 | Responder


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